27.3.11

É como se tivesse alguma coisa sobrando em mim...


Eu não consigo controlar!

E não dá pra arrancar... eu nem sei o que é...

Por uns momentos, eu quero um mundo plano.

Mas plano ainda é muito. Bidimensional.

Eu quero algo sem dimensão ou forma, só tempo, o tempo puro sem manifestação de qualquer forma.




Algo mais sutil que a própria luz.

Algo como o real da sensação mais abstrata...

Sinto... Quero me dissolver, deixar de ser.

Nada.

Isso não é morrer, é simplesmente não nascer, o imanifesto... Nem puro, vago, pleno, simples, algo seco, forte, como vida em potencial e contida.

Me sinto, percebo, como se caísse num vácuo enquanto me contraio espontaneamente. é externo.

Deixo de ser.

Caio, contraio.

Feto?

Menos.


Menos, menos...

...nada!!

Suspiro... alívio. Passos contínuos: eu não posso conter a vida em mim.

Eu não posso conter a vida em mim como se eu fosse um desastre muito grande que pudesse ser consumido pelo tempo.

É marcado. Uma catástrofe.

Priscilla... Realmente, aquela que pertence ao passado... e me distorce no espelho.


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