É como se tivesse alguma coisa sobrando em mim...
Eu não consigo controlar!
E não dá pra arrancar... eu nem sei o que é...
Por uns momentos, eu quero um mundo plano.
Mas plano ainda é muito. Bidimensional.
Eu quero algo sem dimensão ou forma, só tempo, o tempo puro sem manifestação de qualquer forma.
Algo mais sutil que a própria luz.
Algo como o real da sensação mais abstrata...
Sinto... Quero me dissolver, deixar de ser.
Nada.
Isso não é morrer, é simplesmente não nascer, o imanifesto... Nem puro, vago, pleno, simples, algo seco, forte, como vida em potencial e contida.
Me sinto, percebo, como se caísse num vácuo enquanto me contraio espontaneamente. é externo.
Deixo de ser.
Caio, contraio.
Feto?
Menos.
Menos, menos...
...nada!!
Suspiro... alívio. Passos contínuos: eu não posso conter a vida em mim.
Eu não posso conter a vida em mim como se eu fosse um desastre muito grande que pudesse ser consumido pelo tempo.
É marcado. Uma catástrofe.
Priscilla... Realmente, aquela que pertence ao passado... e me distorce no espelho.



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